Campanha Defenda-se é apresentada durante V Simpósio Internacional de Educação Sexual, em Maringá

topo

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Diversidade Sexual (Nudisex) da Universidade de Maringá (UEM) realizou entre os dias 26 e 28 de abril a quinta edição do Simpósio Internacional em Educação Sexual (Sies). O encontro, que abordou as questões dos currículos identitários e pluridades de gênero, foi voltado a pesquisadores da área de Educação, professores universitários e da educação básica, e estudantes de graduação e pós-graduação.

Para a articuladora do Centro de Defesa, Beatriz Caitana, “o encontro promoveu reflexões importantes e urgentes sobre temas atuais, os quais influenciam diretamente na vida das crianças e dos adolescentes, tais como a educação para o desenvolvimento de uma sexualidade saudável, as questões de gênero, as discussões sobre a escola sem partido e sua repercussão na sociedade. Além disso, reuniu acadêmicos e ativistas sociais, o que tornou o debate bastante plural e participativo”, afirma.

A programação contou com a realização de conferências, mesas-redondas, simpósios temáticos para apresentação de trabalhos, oficinas e atividades artístico-culturais. O Centro de Defesa esteve presente para ministrar a oficina “A autoproteção de meninos e meninas e a comunicação como direitos e estratégias de enfrentamento à violência sexual”, por conta da experiência da instituição com a Campanha Defenda-se.

O tema foi pensado tendo em vista as normativas internacionais, como o 3º Protocolo Facultativo da Convenção sobre os Direitos da Criança, do qual o Brasil ainda não é signatário, e nacionais, como o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, especialmente no eixo de Prevenção, que defendem a realização de ações preventivas contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, fundamentalmente pela educação, sensibilização e autodefesa.

“Nesta perspectiva, conceitos sobre educação em sexualidade, autoproteção, linguagem amigável, autonomia progressiva e territórios educativos, contribuem para que educadores e demais agentes do Sistema de Garantia de Direitos identifiquem novas possibilidades de atuação no enfrentamento à violência sexual com a participação de crianças e adolescentes.

Portanto, a oficina pretendeu contribuir com as reflexões sobre as iniciativas de prevenção que aumentam as chances de que as crianças identifiquem em seu cotidiano situações de violência sexual e relatem o que aconteceu a alguém de confiança, desempenhando um papel importante na quebra do ciclo da violência sexual, sem deixar de considerar o papel do adulto neste processo”, relata o coordenador da campanha que ministrou a oficina, Vinícius Gallon.